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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Ser? Ou não Ser?

"Quantas vezes vós estais prontos a seguir os conselhos da vossa
natureza inferior! Assim que ela vos diz: «Olha, aquele
enganou-te, prejudicou-te, caluniou-te! Tens de lhe dar uma boa
lição!», apressais-vos a obedecer-lhe, pensando que tendes
pelo vosso lado o direito e a justiça. Pois bem, não é assim,
e daqui em diante deveis ser capazes de analisar de onde vem cada
impulso: vereis que, muitas vezes, é o vosso eu inferior que vos
aconselha. E ficai a saber que, nessas circunstâncias, não
chegareis a nada de bom. São necessários anos para adquirir
este discernimento, pois não é fácil, é mesmo muito subtil: a
natureza inferior é capaz de adotar tantas vozes e aparências
enganosas!
Um verdadeiro Iniciado é precisamente um ser que se exercitou
durante toda a sua vida a discernir se os seus impulsos vêm do
seu inferior ou do seu Eu superior. Vós direis: «Só isso?»
Sim, mas tudo depende deste discernimento! Enquanto não se
trabalhar para o adquirir, continuar-se-á fraco, débil e
infeliz." Aivanhov

terça-feira, 9 de março de 2010

O caminho ascendente e a escolha

"O ser humano é livre de decidir se quer descer e aproximar-se dos
animais, das plantas, das pedras, ou percorrer o caminho
ascendente que, através das hierarquias angélicas, o conduzirá
até ao Criador. Para se elevar, ele deve perceber quais são as
actividades que lhe permitirão substituir as partículas
grosseiras e sem brilho dos seus corpos físico, astral e mental
por partículas cada vez mais luminosas e puras.
Aqueles que se deixam ir atrás da facilidade, da preguiça, da
estagnação, aproximam-se da vida instintiva, vegetativa, mineral,
e petrificam-se. Ao passo que, se puserem uma maior intensidade
espiritual nos seus pensamentos, nos seus sentimentos e nos seus
actos, mudarão de região, penetrarão numa outra dimensão do
espaço onde descobrirão uma forma de vida que até ali lhes era
desconhecida: sentem-se continuamente em contacto com o amor e a
luz."

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Não tenhais pressa de dizer a alguém que o amais

"Não tenhais pressa de dizer a alguém que o amais. É o vosso amor
que vos torna felizes, que vos dá o impulso, o sentido da vida;
mas, como o ser que amais ainda não é uma criatura perfeita, se
ele conhecer o vosso sentimento, poderá, sem querer, estragar
tudo. Ele dirá para si próprio: «Eis uma porta aberta! Vamos,
toca a aproveitá-la!» Sim, é natural. Quando sentirdes que não
fostes compreendidos, sofrereis, ficareis desiludidos, e, então,
o que restará do vosso amor?
Compreendei que é o amor que é importante, mais importante do
que a pessoa que amais; então, não sacrifiqueis o amor por
alguém que poderá vir a destruí-lo se cometerdes o erro de lho
revelar. Podereis falar disso quando estiverdes bem preparados,
muito fortes, e a outra pessoa também, mas, entretanto, não
digais nada, continuai a amar, pois é o vosso amor que vos
alimenta, que vos dá o impulso, o gosto de viver, o desejo de
ultrapassar todos os obstáculos. Portanto, não o percais."

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Conhecer Deus

"Jesus dizia: «A vida eterna consiste em conhecer-Te, a Ti, o
único verdadeiro Deus.» Deus é omnisciente, todo amor e
omnipotente. Para estarmos vivos, nós devemos, pois, conseguir
conhecê-l’O nestas três qualidades, e, para isso, cada célula do
nosso corpo deve participar nessa empresa imensa.
Conhecer Deus é não só introduzir a luz no nosso intelecto, mas
também a pureza no nosso coração, e agir de tal modo que os
nossos actos nos tragam a liberdade. Tendes consciência de que
cada um dos vossos actos deve ter como propósito libertar-vos?
Não; por isso, muitas vezes, eles só vos subjugam. Quando
meditais, pensai que cada célula do vosso corpo pode participar
nesse conhecimento de Deus que nos dá a vida eterna. Que erro é
acreditar que o conhecimento é unicamente uma faculdade mental!"

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Faculdades de Percepção

"Os humanos têm o hábito de
se pronunciar sobre os seres e as
coisas segundo as aparências e
imaginam que esse conhecimento
lhes é suficiente.

Não, e é por isso que, para
a maioria deles,
a existência parece monótona
e vazia: eles têm uma compreensão
muito estreita e superficial da realidade!

Basta considerarmos a maneira
como os homens e as mulheres têm o
hábito de se considerar uns aos outros.
Quando vivem como casal
há um certo tempo, eles pensam que
já nada têm a descobrir uns
dos outros; é por isso que, de facto,
já nada descobrem e se
aborrecem.

Mas é em si mesmos, não nos outros,
que eles devem
procurar a causa desse enfado.
Eles fecharam-se às correntes da
vida e, então, todo o lado subtil
dos seres, a sua alma, o seu
espírito, lhes escapa. Os seres
são vivos e a natureza também é
viva, mas, para entrar em contacto
com essa vida, eles devem
afinar em si mesmos certas faculdades
de percepção."

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