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terça-feira, 22 de junho de 2010

A vida e o diploma que oferece

"A julgar pelas reacções e pelo comportamento habituais de certas
pessoas, dir-se-ia que elas sentem a vida como uma divindade
inimiga que procura aniquilá-las. A vida é, na realidade, o maior
poder que existe, mas ela não tem qualquer vontade de aniquilar
os humanos. As dificuldades e os obstáculos colocados no seu
caminho têm por objectivo reforçá-los, não destruí-los, e
cabe-lhes a eles conciliar-se com esse poder que é a vida,
aprendendo a trabalhar com ela.
Por que razão aquilo que é penoso, doloroso, para alguns não é
tão penoso nem doloroso para outros? Exactamente como na escola,
onde certos alunos terminam facilmente um exercício em alguns
minutos e obtêm uma excelente nota, mas outros vêem-se em
dificuldades e têm uma nota lamentável. Todos os dias a vida
apresenta a cada um de nós problemas para resolver e nós devemos
esforçar-nos por conseguir resolvê-los, procurando as soluções em
nós mesmos. Aqueles que se limitam a contornar os problemas ou a
fugir deles, a vida apanhá-los-á mais adiante e ser-lhes-á cada
vez mais penoso enfrentar as dificuldades, pois não terão
aprendido a lição do dia... Como na escola, para usar a mesma
imagem, onde o aluno descuidado e preguiçoso não consegue
recuperar o seu atraso. Aprendei a encarar as provações como
exercícios que é preciso fazer, problemas que é necessário
resolver: a força, a fé e o amor que sentireis aumentar em vós à
medida que conseguirdes ter essa atitude serão os diplomas que a
própria vida vos concederá. "

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Compreender os outros

"Como é que os humanos poderiam
mostrar-se psicólogos e
compreender-se uns aos outros
estando tão centrados em si
mesmos? Eles estão como que
cegos pelo véu das suas preocupações
egoístas, pessoais; são elas
que os impedem de perceber o que se
passa na cabeça ou no coração
daqueles que os rodeiam e até dos
seus amigos e da sua família.
Eles dizem que os amam… Sim, mas,
por causa desse véu, não
conseguem vê-los verdadeiramente; por
isso, por vezes, ficam
espantados com as transformações que,
subitamente, constatam na
sua mulher ou no seu marido, nos seus
filhos, nos seus amigos.

É preciso que esses seres os
deixem, ou
cometam um acto desesperado,
para eles, finalmente,
compreenderem. Até ali, não
tinham sentido nem visto nada.
Só aquele que dominou a sua
natureza inferior e se tornou capaz
de esquecer os seus interesses
pode, verdadeiramente, conhecer e
compreender os outros."

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