sexta-feira, 17 de abril de 2009

A Grande Lição, nunca se queixe!

"Vós não tendes justificação para estar tristes quando essa tristeza é devida a motivos egoístas. Dir-me-eis que tendes razões para estar infelizes, porque só vos acontecem insucessos,não vedes qualquer futuro verdadeiro diante de vós….
Pois bem,estais a ver mal: os dias sucedem-se e são diferentes uns aos outros, mesmo que hoje o sol esteja escondido por nuvens, amanhã vê-lo-eis erguer-se e tudo vos sorrirá.«Sim, mas – dizem alguns – eu já estou velho, o que é que posso esperar?» Não sabeis que, um dia, vireis de novo à terra como uma criança a quem todas as esperanças são permitidas e que recomeçareis uma vida nova, enriquecida pelas experiências do passado? Um outro lamenta-se: «Eu era rico e perdi tudo!» Mas podeis ganhar de novo essa riqueza; quem é que vos impede disso?«Eu perdi seres que amava...»
Se os amáveis verdadeiramente,encontrá-los-eis de novo.Existem respostas para todos os argumentos que a tristeza vos apresenta. É preciso não se deixar vencer pelo peso da fraqueza,do desgosto, da fadiga, dos revezes, das perdas. Tudo se resolve quando se apela para a ajuda do amor, da sabedoria, da verdade. "

quinta-feira, 16 de abril de 2009

O Símbolo da Matéria

"Não é a terra, mas sim a água, que, simbolicamente, representa a matéria, e os alquimistas falam de uma matéria que eles definem como água que não molha, a água filosofal que deve ser aquecida pelo fogo. Muitos interpretaram este fogo e esta matéria como o fogo do sol e a matéria da lua. Por isso, Hermes Trismegistos diz, a propósito da pedra filosofal:
«O sol é o seu pai, a lua éa sua mãe...», isto é, o fogo (o espírito) é o seu pai e a água(a matéria) é a sua mãe, pois, assim como o sol reina sobre o fogo e sobre o homem, a lua reina sobre as águas e sobre a mulher. E como o ouro está ligado ao sol e a prata à lua, isso explica também o lugar importante que estes dois metais têm nos tratados alquímicos.
O discípulo de uma Escola Iniciática é também um alquimista; ele trabalha segundo os mesmos princípios, mas transpõe o sol e alua, o fogo e a matéria, o ouro e a prata, para o domínio psíquico, espiritual. Os dois princípios, o fogo e água, são a sabedoria e o amor: ao trabalhar com estes dois princípios, ele obtém a pedra filosofal, a força que incita à acção. "

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Os instintos humanos

"Os humanos têm necessidades de toda a espécie – a Natureza é
extremamente rica em possibilidades! O seu maior prazer é
satisfazer as necessidades instintivas, e isso é compreensível,
é uma tendência inata. Mas, se não for orientada e dominada por
um raciocínio, por uma sabedoria, essa tendência não pode ser
justificada.

Ela é legítima enquanto impulso, mas não é legítima
em todas as suas manifestações e, por isso, ele não deve dar-lhe
uma total liberdade de realização.


Comer, beber, distrair-se, juntar dinheiro e posses, impor-se
aos outros, gostar dos prazeres do amor ou mesmo da devassidão,
são forças instintivas que movem os humanos.

Em si, elas nada têm de mal,
mas tornam-se más quando eles não fazem intervir o
outro factor, o raciocínio, para decidirem em que medida podem
dar-lhes livre curso ou, pelo contrário, não as alimentar."

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