"O que é que a figura do círculo pode ensinar-nos acerca da nossa
vida interior? Que os dois termos “centro” e “periferia” não
designam unicamente lugares geométricos. Centro e periferia
representam também núcleos de forças que agem sobre nós: as
forças do centro, do espírito, regeneram-nos, ao passo que as da
periferia, da matéria, trituram-nos.
Evidentemente, o ser humano é feito de tal forma, e as suas
condições de vida são tais, que ele não pode manter
continuamente a sua atenção no centro e descurar a periferia. É
obrigado a ir à periferia, isto é, a estudar a matéria e a
trabalhar com ela. Mas há o perigo de ele romper a ligação
espiritual com o centro e se dispersar, por isso nunca deve
perder de vista o centro divino nele mesmo, esse centro que une
tudo, que reúne tudo, que explica tudo.
E a partir desse centro
ele pode estender uma infinidade de fios para a periferia. À
medida que se liga interiormente ao centro, ele forma em si
próprio um ponto de ligação sólido: quando estiver solidamente
ligado, ele poderá aventurar-se sem perigo na periferia."
terça-feira, 14 de abril de 2009
O Círculo
terça-feira, 7 de abril de 2009
A Moral
"O que é a moral? Na maior parte das situações, denomina-se
assim um conjunto de regras inspiradas pelas diferentes condições
geográficas, históricas, sociais. Em certa região é imoral
mostrar o tornozelo e noutra é absolutamente moral aparecer meio
nu. Em determinado país é imoral um homem ver o rosto de uma
mulher e noutro ele deve passar a noite com a esposa daquele que
lhe dá hospitalidade. E por aí adiante. Evidentemente, nada disto
tem a ver com a verdadeira moral.
Para os Iniciados, a moral é o conjunto das leis inscritas pela
Inteligência Cósmica no organismo humano, no coração das células
dos seus órgãos, e aquele que não respeita essas leis destrói-se
psíquica e fisicamente. A origem da moral está, pois, no próprio
homem.
Quando estudais a questão deste ponto de vista, constatais
que existe uma moral absoluta, válida para o mundo inteiro. Não
se pode brincar com ela nem utilizar argumentos para justificar
a imoralidade. Como vive no interior do homem, a verdadeira
moral não pode ser destruída. Quando vós transgredis uma dessas
leis, ela é implacável para convosco."
sexta-feira, 3 de abril de 2009
O Amor
Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.”
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
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